02 maio 2010

E fidelidade existe?


Esta semana eu recebi um e-mail com uma matéria do renomado médico brasileiro Elsimar Coutinho sobre a fidelidade masculina!
Olha só o que ele falou:  "Nenhum homem é fiel, mas pode "estar" fiel, ou porque está apaixonado (algo que não dura muito tempo - no máximo alguns meses - nem se iluda! ) ou porque está cercado por todos os lados".
Juro que não me impressionei nem um pouquinho! Eu sempre soube disso! Qual a novidade? Na verdade, eu sou da teoria que o ser humano não é um animal monogâmico! Não somente os homens, mas as mulheres também sentem esse desejo, mesmo que o reprima!
Na matéria, ele afirma que a infidelidade masculina é justificada biologicamente, portanto traição não está relacionada a sentimentos (Concordo plenamente!).Imagine que seu marido, namorado, amante ou sei lá o quê sinta um desejo por outra mulher! Ele vai lá, transa e isso não representou nada para ele, a não ser desejo, sexo mesmo! Isso é normal! E é inevitável! Por mais que queiramos negar, sempre vamos desejar aquilo que não temos!
O ser humano vive em busca de suas realizações e não é mesmo possível que seu(sua) parceiro(a) encontre em você TUDO o que quer! Ninguém é capaz de ser aquilo que nós consideramos ideal! 
Eu, sinceramente, do fundo do meu coração, nunca acreditei nessa coisa de amor perfeito, puro e blá, blá, blá... Muito mais importante que a fidelidade é a lealdade! É preciso ser leal para dizer que não sente mais interesse, que não quer mais estar ao lado da pessoa, deixar tudo em pratos limpos! Não estou falando que é para liberar a poligamia! De jeito nenhum! Só acho que essa coisa de desejo e amor são COMPLETAMENTE diferentes! Está mais que na hora das pessoas entenderem que "você nasceu pra mim e eu nasci pra você" é mera utopia! 
Mas eu sei que é difícil aceitar, gente! Nós somos ainda egoístas neste sentido. E isso tudo acontece porque a gente pensa que o outro é uma propriedade nossa! A gente acaba coisificando as pessoas: É meu e de mais ninguém! Do mesmo jeito que não emprestamos os nossos pertences! As pessoas acabam se tornando objetos de uso pessoal e instranferível! 
Eu não acredito mesmo nessa história de amor inabalável! Qual a relação longa e duradoura que não teve sua crise? E nem pensem que sou amarga, sofrida, amargurada, mal amada, que eu só tive decepções e hoje não acredito mais no amor! Nada disso! Claro que já sofri muitas decepções! A vida é assim! Mas ainda amo! E como amo! E sei que sou amada, das mais variadas formas! E eu acredito sim no amor! O que eu acho é que a fidelidade não tem nada a ver com ele! Nada mesmo! Podem pensar o que quiserem sobre mim, mas é isso que eu penso! E tembém não fiquem pensando que eu acho super natural ver uma pessoa que amo com outra! Dói, tá? E como dói! Eu também sou egoísta! Mas eu costumo não dar muita importância para isso! Eu procuro entender e administrar isso da melhor maneira possível! Pois eu realmente acredito na natureza poligâmica do ser humano!
Para encerrar este post, uma trecho de Máscaras do escritor italiano: Menotti del Picchia. A história do triângulo amoroso mais conhecido de todo o mundo: O Pierrot, a Colombina e o Arlequim. Essa frase resume a minha visão sobre tudo o que escrevi!

"EU AMO, PORQUE AMAR É VARIAR E, EM VERDADE, TODA RAZÃO DO AMOR ESTÁ NA VARIEDADE!"
Comentários
5 Comentários

5 comentários:

  1. Só uma observação (por agora): o que você descreveu como “lealdade” é, na verdade, “sinceridade”. Coisas diferentes...

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  2. Falando desse forma até parece que os homens não têm opção a não ser seguir seus instintos. As coisas não são bem assim. É claro que qualquer pessoa, homem ou mulher, poder sentir desejo por outro(a). Mas hoje somos além de simples animais com instintos seres com moral.
    É uma opção ser fiel. Você pode escolher ser fiel. Isso não significa que vc parou de desejar outras pessoas fora do seu relacionamento, significa que o seu relacionamento importa mais do que uma pequena satisfação do instinto.
    Assim como você, não acredito em utopia, acredito em sinceridade, lealdade e princípios.

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  3. Apoio a posição de V.! Liberdade sexual não é escravidão aos instintos biológicos...

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  4. Difícil... e pregiça de escrever o que penso. Outra hora faço isso.

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Podem exclamar à vontade!!!

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